Quantas vezes,
No meio da multidão,
Me viro loucamente, procurando,
Para apenas, de seguida, continuar.
Quantas vezes,
Ao passar por certas ruas,
Sinto o teu perfume sobre mim,
O teu olhar calmo e sereno,
A tua mão, tão terna e segura,
Sinto-te então a meu lado;
Mas na esperança ansiosa em que me volto
Apenas resta a mágoa de te não ver.
Quantas vezes,
Sinto uma estranha sensação
Como se de um ritual antigo se tratasse
Em que o teu ser fosse
Maravilhosamente real.
Fica então o gosto,
A maravilhosa emoção
De te saber para sempre,
Em plena existência,
Viva dentro de mim.