Na nostalgia do viver
Fujo das sombras que me rodeiam,
Sinto o sonho vazio e triste
Caminhar só, no escuro.
A música bate, pesada
Na nostalgia que me invade,
A chuva faz cair as lágrimas,
Tornando em realidade
A água que eu queria ser.
Choro, sozinho, na noite,
Guardiã das minhas esperanças;
A confusão instala-se,
O mundo cai à minha volta
E eu fujo para o abismo,
Escondo-me das perguntas,
Exorcizo os meus medos e anseios
E, numa prece muda,
Rezo baixinho para voltar,
Voltar, mais uma vez, a ser criança.
sábado, 25 de agosto de 2007
Um dia talvez...
No oceano do esquecimento
Navega uma vida de duvidas e anseios
Em que se misturam
A procura a esperança e o sonho.
Em tempos presentes e passados
Ansiamos por olhar no fundo
De uns olhos espelhados no nosso entender.
É querer adormecer no amanhã
A pulsação viva e pungente
Do maravilhoso instante do presente.
Em que o corpo anseia por ir mais além,
Mas o receio faz o salto ficar preso no chão.
Quem sabe, talvez, mais logo,
Quando a noite velar sobre nós,
Os dragões fujam, o feitiço se quebre
E o querer se faça real.
Quando a jornada chegar ao fim,
Saberemos então que o esforço foi inútil,
E que as pedras do caminho
Apenas são, agora,
Ilhas de um rio chorado.
Navega uma vida de duvidas e anseios
Em que se misturam
A procura a esperança e o sonho.
Em tempos presentes e passados
Ansiamos por olhar no fundo
De uns olhos espelhados no nosso entender.
É querer adormecer no amanhã
A pulsação viva e pungente
Do maravilhoso instante do presente.
Em que o corpo anseia por ir mais além,
Mas o receio faz o salto ficar preso no chão.
Quem sabe, talvez, mais logo,
Quando a noite velar sobre nós,
Os dragões fujam, o feitiço se quebre
E o querer se faça real.
Quando a jornada chegar ao fim,
Saberemos então que o esforço foi inútil,
E que as pedras do caminho
Apenas são, agora,
Ilhas de um rio chorado.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
FUGIR PARA REGRESSAR
Ao partir como vento, num dia claro de nevoeiro,
Deixei para trás o tormento das decisões;
Rompi as grades das tuas mãos
E fugi como um louco que se perdeu da razão.
Respirei o ar mais rarefeito e fui rei feito monumento,
Andei em frente e senti o mais além,
Puxei em mim todo o ser,
Andei perdido para me encontrar, vagueando...
Olhei para trás, não me vi, não me reconheci.
Era uma sombra mal definida
Que se escondia no claro para deixar ver o outro lado.
Era um pássaro sem asas que acordava deitado,
E, na noite, adormecia amarrado.
No dia em que parti perdi o mapa do caminho
E selei o meu regresso.
Para poder sacudir o pó dos anos
E ver na lua a lágrima do meu amanhecer.
Fechei os olhos e saltei o mar,
Questionei o tempo, as estrelas e o céu,
Sempre sem parar de procurar,
Mas, talvez, afinal, tudo apenas estivesse
Naquela praia onde, um dia,
Eu me deixei a chorar.
Deixei para trás o tormento das decisões;
Rompi as grades das tuas mãos
E fugi como um louco que se perdeu da razão.
Respirei o ar mais rarefeito e fui rei feito monumento,
Andei em frente e senti o mais além,
Puxei em mim todo o ser,
Andei perdido para me encontrar, vagueando...
Olhei para trás, não me vi, não me reconheci.
Era uma sombra mal definida
Que se escondia no claro para deixar ver o outro lado.
Era um pássaro sem asas que acordava deitado,
E, na noite, adormecia amarrado.
No dia em que parti perdi o mapa do caminho
E selei o meu regresso.
Para poder sacudir o pó dos anos
E ver na lua a lágrima do meu amanhecer.
Fechei os olhos e saltei o mar,
Questionei o tempo, as estrelas e o céu,
Sempre sem parar de procurar,
Mas, talvez, afinal, tudo apenas estivesse
Naquela praia onde, um dia,
Eu me deixei a chorar.
domingo, 12 de agosto de 2007
Sombra desejada
Quantas vezes,
No meio da multidão,
Me viro loucamente, procurando,
Para apenas, de seguida, continuar.
Quantas vezes,
Ao passar por certas ruas,
Sinto o teu perfume sobre mim,
O teu olhar calmo e sereno,
A tua mão, tão terna e segura,
Sinto-te então a meu lado;
Mas na esperança ansiosa em que me volto
Apenas resta a mágoa de te não ver.
Quantas vezes,
Sinto uma estranha sensação
Como se de um ritual antigo se tratasse
Em que o teu ser fosse
Maravilhosamente real.
Fica então o gosto,
A maravilhosa emoção
De te saber para sempre,
Em plena existência,
Viva dentro de mim.
No meio da multidão,
Me viro loucamente, procurando,
Para apenas, de seguida, continuar.
Quantas vezes,
Ao passar por certas ruas,
Sinto o teu perfume sobre mim,
O teu olhar calmo e sereno,
A tua mão, tão terna e segura,
Sinto-te então a meu lado;
Mas na esperança ansiosa em que me volto
Apenas resta a mágoa de te não ver.
Quantas vezes,
Sinto uma estranha sensação
Como se de um ritual antigo se tratasse
Em que o teu ser fosse
Maravilhosamente real.
Fica então o gosto,
A maravilhosa emoção
De te saber para sempre,
Em plena existência,
Viva dentro de mim.
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