sábado, 25 de agosto de 2007

Pesadelo

Na nostalgia do viver
Fujo das sombras que me rodeiam,
Sinto o sonho vazio e triste
Caminhar só, no escuro.
A música bate, pesada
Na nostalgia que me invade,
A chuva faz cair as lágrimas,
Tornando em realidade
A água que eu queria ser.
Choro, sozinho, na noite,
Guardiã das minhas esperanças;
A confusão instala-se,
O mundo cai à minha volta
E eu fujo para o abismo,
Escondo-me das perguntas,
Exorcizo os meus medos e anseios
E, numa prece muda,
Rezo baixinho para voltar,
Voltar, mais uma vez, a ser criança.