Ao virar da esquina
Encontrei-te, por acaso.
Vi nos teus olhos um mundo sem fim,
Uma alegria de sentir.
Um modo de ver, no olhar.
Nesse dia fiquei deitado no teu ser.
Repousei nas tuas mãos.
Deixei ficar em ti o melhor de mim.
Fiquei vazio.
Sem uma gota de só meu.
Tu entraste em mim como eu em ti:
Sem palavras, sem murmúrios.
Bastou um olhar para ser só nós.
O mundo começou a deixar as palavras
Saírem doces dos teus sons.
Nos teus olhos afoguei as lágrimas
Que chorei ao não te ver.
Foste mais que tudo para mim,
Minha sinfonia, meu som,
Minha noite e meu dia.
Sem te ver, via-te sempre,
Num pôr-de-sol, numa poesia,
Em cada canto, em cada esquina.
Foste todo um modo de viver
Todo o meu pensar e filosofia.
Desde então fiquei perdido
Sem saber onde começas ou onde acabo.
Tu foste o meu meio, principio e fim,
Meu romance, minha canção,
Meu poema chorado.
E agora que tudo acabou
Tornei-me um ser perdido
Um homem só
Sem futuro e sem passado.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
(In) Diferença
Olhei em volta do meu destino perdido,
Buscando no horizonte uma imagem de um vulto,
Mas ao Sul perdi o Norte.
Procurei em palavras que, em vão, esgotei.
Busquei em sons que, em vão, espremi.
Tentei alcançar em desejos que, em vão, sonhei.
Em tudo encontrei as marcas do que passou.
Olhei em volta de ti só me vendo a mim,
No teu olhar sedento bebi a minha solidão,
Ás tuas mãos sequiosas cruzei os braços,
As tuas palavras corriam para os meus muros,
Buscavam somente um ouvir, um sentir.
Eu era indiferente, tu, só diferente.
Na diferença vivi o medo de te querer,
Na inconsciência, animal da repulsão,
Na louca insanidade de negar a razão.
Olhos que olhavam com ansiedade.
Mãos que careciam de amparar.
Na diferença reparei, porém, que havia semelhanças,
Em ínfimas igualdades criei as pontes para os rios.
Contigo. Em ti. Por nós.
As janelas são sempre diferentes,
Para quê serem iguais?
O sol passará sempre quente e aconchegante
Sem elas deixarem de ser, talha por talha, gene por gene,
Janelas da alma da mesma casa.
Afinal, no fim de tudo,
No meio deste deserto devastado,
Foste um oásis de repouso,
Um agasalho de calor,
O meu rosto de amor e de amizade.
Buscando no horizonte uma imagem de um vulto,
Mas ao Sul perdi o Norte.
Procurei em palavras que, em vão, esgotei.
Busquei em sons que, em vão, espremi.
Tentei alcançar em desejos que, em vão, sonhei.
Em tudo encontrei as marcas do que passou.
Olhei em volta de ti só me vendo a mim,
No teu olhar sedento bebi a minha solidão,
Ás tuas mãos sequiosas cruzei os braços,
As tuas palavras corriam para os meus muros,
Buscavam somente um ouvir, um sentir.
Eu era indiferente, tu, só diferente.
Na diferença vivi o medo de te querer,
Na inconsciência, animal da repulsão,
Na louca insanidade de negar a razão.
Olhos que olhavam com ansiedade.
Mãos que careciam de amparar.
Na diferença reparei, porém, que havia semelhanças,
Em ínfimas igualdades criei as pontes para os rios.
Contigo. Em ti. Por nós.
As janelas são sempre diferentes,
Para quê serem iguais?
O sol passará sempre quente e aconchegante
Sem elas deixarem de ser, talha por talha, gene por gene,
Janelas da alma da mesma casa.
Afinal, no fim de tudo,
No meio deste deserto devastado,
Foste um oásis de repouso,
Um agasalho de calor,
O meu rosto de amor e de amizade.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
O Teu Poema
O TEU POEMA
Quis escrever-te um poema.
Uma musica doce e suave,
Algo que pudesses sussurrar á noitinha,
Quando te deitasses.
Como numa prece muda,
O dissesses numa hora mágica,
E então, os sentimentos ficariam nos lábios,
E o teu coração seria grande, imenso,
Cheio de tudo o que tu és.
Lá escrita queria pôr,
Uma fantástica melodia,
Como aquela que fazes tocar dentro de mim.
Soltar em palavras, soltar as amarras,
E dizer-te todo o conforto, todo o carinho,
Que me invade a alma,
Quando penso em ti.
As palavras fugiram,
Os sentimentos esconderam-se,
Em atalhos que eu perdi, incertos,
E as letras,
Essas perderam a música,
Ficaram manchadas,
Com as lágrimas das saudades de ti!
Quis escrever-te um poema.
Uma musica doce e suave,
Algo que pudesses sussurrar á noitinha,
Quando te deitasses.
Como numa prece muda,
O dissesses numa hora mágica,
E então, os sentimentos ficariam nos lábios,
E o teu coração seria grande, imenso,
Cheio de tudo o que tu és.
Lá escrita queria pôr,
Uma fantástica melodia,
Como aquela que fazes tocar dentro de mim.
Soltar em palavras, soltar as amarras,
E dizer-te todo o conforto, todo o carinho,
Que me invade a alma,
Quando penso em ti.
As palavras fugiram,
Os sentimentos esconderam-se,
Em atalhos que eu perdi, incertos,
E as letras,
Essas perderam a música,
Ficaram manchadas,
Com as lágrimas das saudades de ti!
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