No gemer de cada guitarra
Cai uma lágrima cansada do meu rosto sombrio.
Pela noite fora arde, baixinho,
A vela que ilumina a minha solidão.
Ao ver-te, triste, arrastada no teu sofrer
Sinto gritar dentro de mim uma voz
Que, com palavras silenciosas,
Oprime o meu viver.
O sentimento fugiu, com medo,
Só perduram as notas soltas pelo ar,
A saudade de um querer antigo,
Que já morreu e está enterrado,
Faz voltar as noites sem sono,
As luas tristonhas,
E a angústia passada.
O tempo fez passar os anos
E tudo ficou velho demais, cansado.
Hoje, quando acordo nas noites de medo e suor,
Só em sonhos loucos te vejo deitada a meu lado.